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conferencista
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interlocutor
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local
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08.06
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14h30
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STUART
HAMEROFF
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"CIÊNCIA
E CONSCIÊNCIA"
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AS
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| Quantum
consciousness The Penrose-Hameroff model of quantum
computation in brain microtubules |
| As
aproximações convencionais postulam a consciência como algo
“emergindo” de processos inconscientes num nível crítico de
complexidade neuronal computacional. Todavia, encarar o cérebro
como um computador clássico não nos oferece a chave para perceber
a transição entre processos inconsciente e consciente, e não
explica a chamada “experiência” da consciência (ou “actividade”
mental, que compreende as sensações “puras” a que os filósofos
chamam “qualia”). De acordo com a teoria quântica, partículas
de informação podem ocorrer, simultaneamente, em sobreposição
quântica de estados e localizações alternativos, e as sobreposições
persistem até que sejam reduzidas, abruptamente, ou colapsem,
escolhendo estados particulares clássicos. Roger Penrose (1989;
1994) sugeriu que a transição entre os processos pré-conscientes
(inconsciente) e a consciência propriamente dita seria mediada
por um tipo de transição/colapso de uma sobreposição quântica
para os estados clássicos a redução do estado quântico. O
modelo “Orch-OR”, de Penrose-Hameroff, sugere que a computação
quântica e a “Redução Objectiva” ocorre em microtúbulos, em
dendritos, nos neurónios corticais do cérebro, podendo explicar,
deste modo, os aspectos mais enigmáticos da consciência. A proposta
computação quântica seria regulada por feedback (“orquestração”)
através de proteínas associadas dos microtúbulos, ou seja, por
“redução objectiva orquestrada”, ou “Orch OR”. É sugerido que
este nível crítico do “Orch OR” possa ter ocorrido entre vermes
e criaturas simples similares no início do período do pré-Câmbrico,
há uns 540 milhões de anos. Talvez o advento da consciência
primitiva tenha estimulado a adaptabilidade e a sobrevivência,
acelerando a evolução. Por fim, salienta-se que a aproximação
quântica é consistente com a acção da generalidade dos gases
anestésicos, que anulam a consciência através de forças quânticas
fracas, em bolsas hidrofóbicas de certas proteínas (receptores,
canais, microtúbulos, etc.). |
| Stuart
Hameroff
é Professor de Anestesiologia e Psicologia na Universidade
do Arizona, director associado do Centro de Estudos da
Consciência, e interessa-se de há muito por estas questões.
Tem sido um dos organizadores da série de conferências
interdisciplinares denominadas “Para uma Ciência da Consciência”
que reune centenas de investigadores, em Tucson. Alguns
dos estudos do Dr. Hameroff têm-se centrado no modo como
os gases anestésicos actuam reversivelmente na anulação
da consciência, e de que maneira as estruturas intracelulares
das proteínas, designadas “microtúbulos”, podem processar
informação ao nível molecular. No início dos anos 90,
o Dr. Hameroff começou a colaborar com o conhecido físico
britânico Sir Roger Penrose, o qual havia colocado a hipótese
dos efeitos quânticos serem necessários à consciência.
Juntos, Penrose e Hameroff, equacionaram uma controversa
teoria da consciência (“Redução Objectiva Orquestrada”
de sigla “Orch OR”) baseada numa forma de computação
quântica em microtúbulos no interior dos neurónios cerebrais.
O Dr. Hameroff publicou mais de uma centena de artigos
académicos e diversos livros sobre os tópicos da consciência,
com destaque para a edição das Actas das Conferências
de Tucson I, II e III (MIT Press), como co-editor, além
de From Nanobiology to Nanotechnology (Amsterdam, 1993),
também como co-autor, e de Ultimate Computing: Biomolecular
Consciousness and Nanotechnology (Amsterdam, 1987).
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| Integrado
no Ciclo "Os outros em Eu" /IPATIMUP, BIAL
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