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09.06
09h00
KARL PRIBRAM
"CIÊNCIA E CONSCIÊNCIA"
AS
Consciousness: a many splendored concept
A consciência tem vários significados. Existirá uma “consciência” independente dos nossos corpos e, por esse motivo, capaz de superar a morte física individual? Serão as nossas consciências, as vossas e a minha, idênticas e, sendo assim, qual será a sua extensão? De que tipo de processos, biológicos e não-biológicos, se revestirá essa extensão da consciência? Estas são apenas algumas das interessantes questões que podemos colocar relativamente a esta matéria, mas a minha especialização, enquanto cientista do cérebro, restringe-me à apresentação do que pode ser a experiência da consciência. Parto do princípio de que a vossa experiência e a minha partilham de uma base comum. Do mesmo modo, assumirei que toda a investigação científica começa com a experiência da consciência. Assentes estes pressupostos, a exploração científica pode distinguir estados de consciência e conteúdos da consciência. Além disso, estados e conteúdos estão reciprocamente relacionados através 1) de processos de atenção para o input sensorial e corporal, 2) da intenção para trabalhar esses inputs, e 3) do processo do pensamento que permite as deliberações baseadas nas experiências precedentes com esses inputs. Diferentes sistemas cerebrais podem ser identificados para o processamento das distintas fases da experiência da consciência. Descreverá algumas das complexas operações que caracterizam o funcionamento desses sistemas. Essa complexidade operacional envolve escalas diferenciadas de investigação, incluindo as evidências reportadas ao nível dos sistemas neuropsicológicos até à função dos mecanismos do modelo que defino como “quanta holográfico”.
Karl H. Pribram Neurologista, professor emérito na Stanford University e na Radford University, EUA, onde lidera o Center for Brain Research, presidente fundador da International Neuropsychology Society, autor de uma vastíssima obra repartida, em centenas de artigos, pelas áreas de Neuropsicologia, Comportamento Animal, Psicologia e Neurologia e membro das principais associações de estudo sobre a consciência e de publicações internacionais de referência nestas áreas, como o Journal of Consciousness Studies, cujo conselho editorial integra. É reconhecido como um dos mais importantes investigadores da consciência e um dos proponentes de uma teoria holográfica do funcionamento cerebral. Ao cabo de inúmeras experiências laboratorais da Radford University, Karl H. Pribram e a sua equipa têm aplicado ao estudo do processamento sensorial a analogia com os problemas da posição-momentum e da energia-tempo, que levaram Heisenberg, em 1927, a afirmar o seu princípio da incerteza - a dualidade onda-partícula - e a fundar a mecânica quântica. Outro dos tópicos que o tem ocupado é a relação da ciência com a espiritualidade e, em particular, fenómenos como a sincronicidade. Da sua vasta bibliografia, que inclui centenas de artigos e ensaios, destacam-se as seguintes obras: “The Hippocampus” (1975); “Brain and Perception”: “Holonomy and Struture in Figural Processing” (1991); “Scale in Conscious Experience: Is the Brain Too Importnat Be Left to Specialists to Study” (1995); “Charisma and Social Struture: A Study of Love and Power, Wholeness and Transformation” (1998) e “Languages of the brain: Experimental Paradoxes and Principles in Neuropsychology”. O pioneirismo do trabalho de Karl H. Pribram foi alvo de uma conferência intitulada “Brain and Communication: Conscious and Unconscious Processing”, que decorreu, em Abril de 1999, na Georgetown University, para marcar o lançamento do programa interdisciplinar em Ciências Cognitivas e Computacionais.
Integrado no Ciclo "Os outros em Eu" /IPATIMUP, BIAL